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terça-feira, 19 de julho de 2011

Crash:O original é uma Obra Prima


Crash
(idem) Inglaterra, Canadá/ 1996
Direção: David Cronenberg
Elenco: James Spader, Holly Hunter, Elias Koteas, Deborah Kara Unger,
Rosanna Arquette
Nota=*****

            Na primeira cena de Crash vemos uma loira gelada que remete as femme fatale atravessa um galpão cheio de aviões retira seu peito dentro da blusa e encosta em um dos aviões enquanto faz sexo, a cena é bizarra mas mostra o que vem pela frente.
            Na trama desse filme de 1996,que nada tem haver com o ganhador do oscar homônimo de 2004, James Spader é James Ballard, um produtor de cinema que sofre um acidente de carro que leva ele a conhecer a Dra.Helen Remington (Holly Hunter) e posteriormente Vaughan(Elias Koteas) , um homem estranho fascinado por acidentes automobilísticos.
            Vaughan em certo momento diz que esta desenvolvendo uma teoria sobre as mudanças que novas tecnologias sobre o homem, na verdade essa é um teoria do próprio Cronenberg que percorre toda sua obra e aqui se manifesta em um estudo do homem com o carro.
             Ao filmar o trafego Cronenberg usa sempre tomadas aéreas, o movimento dos carros na rua e filmado quase como um processo natural do organismo humano, as mudanças que os automóveis causam  no homem , não só apenas as mudanças físicas que ocorrem por consequências do acidentes, note que nas cenas de sexo os personagens só conseguem alcançar o orgasmo quando estão dentro de um carro os veículos são literalmente extensão do homem.
Mas o mais fascinante e notar como o diretor mostra a conecção do homem com a maquina através do tato: na já citada  primeira cena do filme, na única cena do filme em que a Dra. Helen tira sua luva e para tocar um carro e James Spader também tem seu momento sensorial com a maquina, e interessante que sempre que uma pessoa  toca o carro ela não parece estar em contato com um metal frio, ou será que o próprio homem se tornou frio como metal dos carros que fabrica?
Crash é uma Obra Prima que pode afastar quem não tiver mente aberta para um cinema transgressor, mas quem embarcar no filme vai ficar maravilhoso com esse mundo fascinante e bizarro.

sábado, 21 de maio de 2011

Na Hora da Zona Morta


Titulo: Na Hora da Zona Morta
(The Dead Zone)EUA,1983
Direção: David Cronenberg
Atores: Christopher Walken, Brooke Adams, Tom Skerritt, Herbert Lom, Anthony Zerbe, Colleen Dewhurst, Martin Sheen
Cotação=Nota 10

Stephen King é um autor que divide opiniões, alguns consideram sua obra um picaretagem e outros que ele é um grande autor, seja o que for seus livros já rederam grandes filmes(Vide Carrie do DePalma e O Iluminado do Kubrick) e esse Na Hora da Zona Morta é um deles.
No filme Christopher Walken, incrível, interpreta Johnny Smith, um professor de literatura que estava prestes a se casar quando sofre um acidente de carro e fica cinco anos em coma. Ao recobrar a consciência, descobre que perdeu sua carreira e Sarah Bracknell (Brooke Adams), sua noiva, mas em compensação ganhou poderes paranormais que o permitem prever o futuro. Assim, ele tem o poder de alterar o curso dos acontecimentos e este é o seu dilema: interferir ou sofrer sozinho, sabendo das tragédias que estão por acontecer.         
Logo percebemos que estamos diante de um terror diferente a maior preocupação de Cronnenberg não é com o sangue é com os sustos, embora tenha muito sangue e sustos, mas em transformar a dor de Johnny Smith em algo tocante para o espectador, não é difícil e se comover com sofrimento do personagem primorosamente interpretado por Walken , logo é fácil entender a revolta dele contra Deus, ao contrario de sua mãe religiosa
Mas o drama não é tudo, graças ao ótimo trabalho de câmera e uso da música, o diretor constrói  uma atmosfera de suspense muito envolvente , que funciona em todo filme; mas como é costume de Cronneberg esse filme é um critica ácida.
Quando os poderes de Smith são descobertso pela comunidade esse passa a ser um instrumento: de sensacionalismo para impressa, de investigação para as autoridades e de pesquisa para medicina; mais Cronnenberg leva seus questionamentos mais a frente quando faz quem esta assistindo perguntar se deve-se fazer um mal e/ou sacrifício para que uma mal maior seja evitado, o diretor colaca sua própria resposta para pergunta mas isso não torna menos perturbadora e contundente.