Um dos autores mais interessante das últimas quatro décadas do cinema americano é Brian DePalma, e mesmo alguns dos seus filmes mais subestimados não podem deixar de ser vistos.
Esse é o caso de Olhos de Serpente(Snake Eyes,1998) na trama temos o policial Rick Santoro, interpretado por um Nicolas Cage exagerado como é seu abitual, que vai assistir um luta de Box pelo cinturão da categoria peso-pesado, algumas outras informações passam pela tela vemos Rick falar com sua esposa e amante pelo celular; conhecemos seu melhor amigo,um comandante da marinha interpretado por Gary Sinise de um talento que não vemos na sérei CSI; vemos alguns indícios de que Rick é corrupto; e nossa atenção é chamada por duas mulheres, um loira e outra ruiva.
Tudo parece bem até a morte de um senador e a possibilidade de um conspiração entrarem na trama.
O roteiro de David Koepp se estrutura em flash-backs e pontos de vista subjetivos dos personagens, mas esse tipo de "truque" tão frequente no cinema desde filmes como "Cidadão kane"(1941) e "Rashomon"(1950) pode trazer algum frecor?
Bem, o frescor vem da direção do mestre DePalma, desde do inicio do filme é notorio a preferencia do diretor por plano sequencias longos, logo quando a trama começa a se desenvolver a câmera objetiva se mistura a subjetiva, como na cena em que o boxeador narra o acontecimento que filmado em parte usando a visão dele e em outra parte com o mesmo participando.
Com essa alternância de subjetivo e objetivo Depalma não se interessa em enganar o espectador com trapaças espertinhas ou confundir, o que poderia o correr caso o filme estivesse nas mãos de um diretor menos experiente ou mais metido, mas o verdadeiro interesse esta em questionar a realidade da câmera seja essa objetiva e subjetiva.
Ao longo da historia a câmera sempre foi o olho da verdade, Depalma quer reverter esse historia, quando um personagem conta algo ele pode estar simplesmente mentindo, mas quando isso é mostrado continua ser um mentira?
Essa questão de perceptivas de olhares esta presente em todo o filme seja na gravações da câmeras de segurança seja no gigante olho do balão que também se revela um câmera, tudo traz um novo ponto de vista.
Quem já é familiarizado com o cinema do diretor vai ver que ele repete algumas soluções visuais de sua preferência com a divisão da tela em duas, mas nem por isso esse filme deixa de ser de um vigor incrível.
Cotação[****]
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terça-feira, 11 de outubro de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
Os Dvds estão chegando!
Alguns lançamentos da indústria de home vídeo recentes que merecem destaque nessa época em que os cinema estão inundados pelos blockbusters.
A Festa Nunca Termina: filme de Michael Winterbottom filmado em 2002 sobre a cena musical da cidade de Manchester dos anos 70 ao início dos 90, não é dos melhores do diretor mais é imperdível para fans do Joy Division e do Happy Mondays, lançado pela Fox o DVD conta com cenas excluídas e comentários em áudio dos realizadores.
Olá, Mamãe: um dos primeiros trabalho do Brian De Palma e estrelado por Robert De Niro, continuação de Saudações filme realizado pela dupla no ano anterior. No filme De Niro é Rubin, um rapaz que volta da guerra do Vietnã e , planeja fazer filmes pornográficos a partir da janela de seu apartamento, registrando as pessoas dos outros prédios. A idéia não da muito certo e, para facilitar, ele tenta seduzir uma das garotas que observa de sua janela. Muito sexo, curioso para os admiradores do diretor pena que o DVD lançado pela Vintage Films venha “pelado” de extras.
Trágica Obsessão: também do De Palma, esse aqui também lançado em um DVD pobrezinho, só que pela Paragon, o filme inspirado em Um Corpo que Cai é um dos melhores dos primeiros anos do diretor
MacBeth: sombria adaptação shakespeariana feita por Roman Polanski, não acredito que seja um dos melhores do diretor; faz muito tempo que vi, posso estar completamente errado, lançado pela Sony o DVD tem poucos extras, nós fans do cinema merecíamos mais, mas dá pro gasto.
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