quinta-feira, 30 de junho de 2011

O Retorno do Faroeste

Bravura Indômita
(True Grit) Eua/2010
Direção: Joel e Ethan Coen
Elenco: Hailee Steinfeld, Jeff Bridges, Matt Damon, Josh Brolin, Barry Pepper
Nota=*****

            A primeira coisa que escrevem sobre o mais recente filme dos Coen é que se trata da refilmagem do filme homônimo de 1969 estrelado por John Wayne e dirigido por Henry Hathaway, na verdade esse filme é uma nova adaptação da novela de Charles Portis, os Coen chegaram a declarar que nunca viram o filme “original”, bem é notável que muito detalhes, como certos diálogos, são idênticos a os do livro nas duas versões, mas é notável que os essa versão recente é bem mais fiel ao texto.
            Mais fiel, pois enquanto a versão de Hathaway se  concentra a trama como se fosse um aventura, o filme dos Coen filma um mundo decadente, em um cena em que um negociação financeira se torna um embate psicológico um personagem não pensa duas vezes antes de dizer: “ não complique as coisas o mundo já esta complicado do jeito que  está”; a fotografia de Roger Deakins de paisagens desérticas ajuda aumentar a sensação de desolação; assim esse Bravura Indômita faz uma grande sessão dupla com outro filme da dupla de irmãos: Onde os Fracos não tem Vez.
            Os já citados dialogo fazem um papel maravilhoso já que munidos de ironia se encaixam perfeitamente em um filme dos diretores de Fargo, o roteiro ainda tem um grande mérito em desenvolver seus personagens, um oficial da lei enche a cara de uísque, atira pelas costas e menti e o líder dos foras-da-lei e metódico e fala a verdade mesmo diante de seus inimigos, mas o oficial da lei também protege o que acredita e se mostra corajoso ao enfrentar os foras-da-lei  que por sua vez tem momentos de vilania asquerosos, o texto poderia cair facilmente na dicotomia ou simplesmente inverter um estereotipo do vilão com o do herói, mas a  inteligência do sutil texto cria personagens que no lugar de serem  classificados como seres bons e maus são pessoas pressas em um mundo perdido e agem de acordo com é necessário.
            Ótimos em dirigir embates verbais tensos, outro parentesco desse filme com Onde os Fracos não têm Vez, aqui esses duelos são beneficiados pelos ótimos atores: Jeff Bridges, Matt Damon e Hailee Steinfeld estam excepcionais, outro tipo de duelo: com armas, típicos em westerns, aqui são elevados ao nível de Sergio Leone graças ao uso da música. Um dos melhore filmes lançado no Brasil nesse ano.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

X-men: Primeira Classe

X-men: Primeira Classe
(X-Men - First Class) EUA /2011
Direção: Matthew Vaughn
Elenco: James McAvoy, Michael Fassbender, Kevin Bacon, Rose Byrne, Jennifer Lawrence, Beth Goddard, Morgan Lily, Oliver Platt, Álex González, Jason Flemyng, Zoë Kravitz, January Jones, Nicholas Hoult, Caleb Landry Jones, Edi Gathegi, Corey Johnson, Lucas Till, Laurence Belcher, Bill Milner
Nota=****

            Desde as primeiras imagens liberadas ouve muito desconfiança de um novo filme da franquia X-mem, depois de Wolverine outra bomba estaria a caminho? Agora podemos ver que  essa novo filme dos mutantes é uma das melhore adaptações de quadrinhos para o cinema.
            “X-Men: Primeira Classe” conta a história do início da saga dos X-Men e sua relação com importantes eventos globais. Antes dos mutantes se revelarem ao mundo, havia Charles Xavier e Erik Lensherr, futuros Professor X e Magneto, dois jovens descobrindo seus poderes. Nada de arquiinimigos: naquela época, eles eram amigos íntimos e trabalhavam juntos com outros mutantes para impedir uma Terceira Guerra entre as superpotências mundiais. Porém, nem todos tinham o mesmo ponto de vista e suas diferentes escolhas darão origem a dois grupos distintos, a Irmandade de Magneto e os X-Men do Professor X.
             Sabendo que nesse novo filme somos apresentados a personagens no fim da adolescia que estam começando a descobrir seus poderes Vaughn investe em um tom mais inocente do que o cinismo de Kick-ass e Nem Tudo é o Que Parece, escolha acertada que também podemos creditar ao produtor  e roteirista Bryan Singer, fã dos heróis mutantes Singer trata seus personagens com muito carinho, um cena repetida com certa freqüência no filme é da felicidade de um mutante ao encontrar outro como ele e descobrir que não é único.
            Devemos dizer que esse recurso funciona melhor do que nunca nesse filme, de certo modo tanto nos quadrinhos quanto nos filmes a mutação que causava os poderes sempre foi uma desculpa para discutir o preconceito, e agora com personagens que estam passando por uma fase de descoberta, tanto dos poderes como do mundo adulto, essa sensação de deslocamento e medo de não ser aceito típica da adolescia e ampliada condição especial desses personagens.
 O preconceito, aliás, ganha um pouco mais de dimensão nesse filme, se nos primeiros filmes da saga poderíamos perceber com um olhar um pouco mais atento que os comentários do filme sem restringem ao racial e a orientação sexual esse filme, por exemplo mostra que ainda existe um preconceito muito forte contra a mulher, e o filme não faz questão de mostrar isso de uma maneira nem um pouco sutil, vai ter quem diz que o filme se passa durante a guerra fria e por tanto seu comentário não é sobre a atual sociedade e sim sobre a de décadas atrás, mas não esquecemos que um filme e sempre um produto de seu tempo.
Pena que o filme peque em colocar personagens como Azazel, mutante de aparência demoníaca; Maré Selvagem; e Emma Frost, a Rainha Branca, apenas de modo alegórico e visual. January Jones que interpreta a ultima citada se restringe a repetir sua atuação do seriado Mad Men, além disso, seu visual de não ser o único momento falho no uso dos efeitos especiais do filme, o greenscreen utilizado no plano que revela o general russo em Moscou  é fraco, mas é incrível em outros momentos como em que Magneto levanta em o submarino.
Por outro lado o vilão de Kevin Bacon é um grande atrativo, se comportando como um Playboy megalomaníaco que lembra os primeiros filmes do 007, ele se mostra um grande reforço para um das maiores virtudes do filme: se afastar dos filmes de heróis, ou pelo menos do lugar-comum desses, na primeira metade vemos a jovem Magneto viajar por vários países casando nazistas responsáveis pela morte de sua mãe enquanto vemos Xavier e Mística conhecendo uma agente da CIA que os recruta como um reforço para o governo americano, a ação ocorre de modo quase que paralelo a trama, claro que em sua segunda metade o filme volta ao universo dos heróis mais familiar para uma inevitável batalha final entre os bonzinhos e os vilões, mas que ainda assim é incrível.
Esse lado de espionagem do filme permite Vaughn trabalhar com um certo suspense, além de brincar, em momentos com fatos históricos, sincronizando com a trama ou com os cacoetes dos filmes de herói, não é porque o filme não é sínico não quer dizer que existe espaço para piadas sínicas, afinal a única razão para o Magneto usar um capacete de chumbo na cabeça é para não ser controlado por um telepata, além de varias piadas internas que agradaram os fãs.
Jennifer Lawrence está incrível como Mística, mas seria impossível escrever sobre esse filme sem falar de suas maiores qualidades: James McAvoy e Michael Fassbender,  em vários momentos, como em que Xavier ajuda Erick a descobrir seus poderes na totalidade, poderia cair no forçado mas graças o talento desse atores esse e tanto outros momentos se tornam preciosos, além de nos mostrar coisas inusitadas sobre o passado dos personagens.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Tony Scott filma a relação homem-maquina

Incontrolável
(Unstoppable) EUA/2010
Direção: Tony Scott
Elenco: Denzel Washington, Chris Pine, Rosario Dawson, Ethan Suplee, Kevin Dunn, Jessy Schram, Kevin Corrigan, Lew Temple
Nota=****

Em Incontrolável, lá pelo inicio, vemos um dos condutores do trem descer dele para mudar a direção dos trilhos, o condutor acelera seu passo para voltar para dentro do trem mais essa maquina de cor vermelho-sangue  que também acelera como se soubesse que aquele homem vai doma lá, desculpe pelo exagero dessas primeiras linhas mas  essa relação do homem com a máquina é o tema central de Incontrolável.
No filme Washington e Pine ,ambos bem a vontade sabendo que não existe muita expectativa sobre o que podem fazer,  são os corajosos condutores que se arriscaram para controlar essa máquina desgarrada, seguindo o padrão dos filmes catástrofe o roteiro de Mark Bomback está recheado de clichês e cacoetes, mas a trama por si mesmo não é importante a Scott, mas mesmos assim ele tem seus méritos, na era em que filmes catástrofes são sinônimos de apocalipse e terroristas megalomaníacos, Incontrolável tem seu mérito em uma trama mais inocente, já no inicio do filme sabemos qual final esse vai ter levando em conta apenas o que é permitido no cinema-entretenimento, no qual o espectador paga seu ingresso só esperando diversão e nada mais, sem nenhum espaço para tragédias .
Mas o que faz desse um filme acima da média é o tesão de Scott(seu melhor filme em um bom tempo) em filmar a maquina, a câmera não para em nenhum momento nem quando filma os personagens e muito menos quando filma o trem desgovernado, afinal a velocidade é a melhor representante da maquina, e embalado tela trilha sonora “mecânica” faz a tensão das cenas crescer .
E quando o homem entra em cena para guiar á maquina essa não é apenas uma relação de servidão, o homem esta conectado ao aço do trem (essa relação é mais bem explorada em outro filmes do diretor como Dias de Trovão), o homem pode controlar as maquinas mas ainda depende dessas.
O que resta é um estória não muito interessante, um vilão-caricatura e um uso CGI que não agrada 100%(triste a cena da curva); mas isso é muito pouco perante ao trabalho de Scott.


O Cinema da Verdade em O Casamento de Rachel

O Casamento de Rachel
(Rachel getting married)  EUA/2008
Direção: Jonathan Demme
Elenco: Anne Hathaway, Rosemarie Dewitt, Mather Zickel, Debra Winger
Nota=****

Kim ganha alta da clinica de reabilitação para ir ao casamento de sua irmã Rachel, a primeira vista Kim é um figura pitoresca dessa que vivem no mundo das celebridades cool-blasé  que é o mundo moderno faz tanta questão idolatrar até que chegamos ao local do casamento de sua irmã: as roupas, as pessoa, os espaços, musicas e situação: é tudo muito carnavalesco é Rachel recolhi seu sofrimento naquele ambiente festeiro, uma festa multicultural, diga-se de passagem.
No roteiro de Jennifer Lumet, a família não é um grupo de pessoas onde as relações são sempre harmoniosas, e a  Kim encarnada  por Anne Hathaway em sua melhor atuação é um canalizador para as feridas que ainda não estão totalmente curadas voltarem a sangrar, existe muito ressentimento entre aquelas pessoa, mas também há amor e carinho.
Kim deslocada em um ambiente onde todos parecem conhecer seus problemas, as cenas em que ela é filmada em um momento de solidão em um quarto ou á beira de uma piscina onde ela acende uma vela sobre um mini-barco transparecem uma veracidade e angustia únicas.
Jonatham Demme  que filma com câmera na mão, como um filme caseiro evoca um tom intimista, que infelizmente falha ao cair em alguns momentos melosos, um aposta  de lavar pratos na cozinha vira um forçado momento dramático, mas temos um câmera acertada ao capturar a inquietação de Kim em ser apenas a coadjuvante de sua irmã certinha, tanto que Kim não pensa duas vezes em cutucar sua próprias feridas e de seus familiares, mas á media que o casamento e o final do filme vai se aproximado Kim percebe que esse o momento de brilho da Rachel, cabendo a ela o papel secundário.

Notas

“X-men:First Class” é realmente um filme incrível, vou escrever mais sobre ele e  depois posto aqui.


“Meia-Noite em Paris” está sendo chamado de o Melhor Woody Allen em tempos, estou louco para ver.


Pelas criticas “Carros 2” é o pior filme da Pixar, será mesmo que John Lasseter errou dessa vez? Bem não resisti e ai vai um cartaz infame mais muito sincero sobre o filme

"Melhor Chace da DreamWorks de ganhar o oscar em anos"

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Mudanças

Bem meus caros, estou mudando o sistema de cotação do blog para o tradicional modelo de estrelinhas.

A razão: preguiça, acho bem mais cômodo dar notas através de estrelas que vão de 1 à 5(além da famigerada bola preta), também por preguiça não mudarei a cotação anteriores do site.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Os Dvds estão chegando!

 Alguns lançamentos da indústria de home vídeo recentes que merecem destaque nessa época em que os cinema  estão inundados  pelos blockbusters.

A Festa Nunca Termina: filme de Michael Winterbottom filmado em 2002 sobre a cena musical da cidade de Manchester dos anos 70 ao início dos 90, não é dos melhores do diretor mais é imperdível para fans do Joy Division e do Happy Mondays, lançado pela Fox o DVD conta com cenas excluídas e comentários em áudio dos realizadores.

Olá, Mamãe: um dos primeiros trabalho do Brian De Palma e estrelado por Robert  De Niro, continuação de Saudações filme realizado pela dupla no ano anterior. No filme De Niro é Rubin,  um rapaz que volta da guerra do Vietnã e , planeja fazer filmes pornográficos a partir da janela de seu apartamento, registrando as pessoas dos outros prédios. A idéia não da muito certo e, para facilitar, ele tenta seduzir uma das garotas que observa de sua janela. Muito sexo, curioso para os admiradores do diretor pena que o DVD lançado pela Vintage Films venha “pelado” de extras.

Trágica Obsessão: também do De Palma, esse aqui também lançado em um DVD pobrezinho, só que pela Paragon, o filme inspirado em Um Corpo que Cai  é um dos melhores dos primeiros anos do diretor

MacBeth: sombria adaptação shakespeariana feita por Roman Polanski, não acredito que seja um dos melhores do diretor; faz muito tempo que vi, posso estar completamente errado, lançado pela Sony o DVD tem poucos extras, nós fans do cinema  merecíamos mais, mas dá pro gasto.